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segunda-feira, 30 de abril de 2012

AMOR E CORAÇÃO, A COMBINAÇÃO MAIS PERFEITA



Iraci de Fátima Cirino dos Santos

Este artigo é continuidade da reflexão sobre o que é vocação. Um assunto que interessa a toda pessoa que paulatinamente vai descobrindo e ampliando o sentido de sua vida ao longo do seu processo de crescimento e desenvolvimento existencial. Vivemos e nos movemos na realidade pós-moderna com uma expressão fortíssima de tendências rodeando a juventude de todos os lados. São tendências pessoais, na vida escolar e acadêmica, nas relações comunitárias, no mundo cultural, no mundo religioso, na sociedade e na política. Portanto, tendência sinaliza movimento e juventude naturalmente está sempre em movimento. É neste contexto que se encontra a juventude numa perspectiva processual e na dupla valência de virtualidades e limites. Também é neste contexto que refletiremos o “chamado de Deus” para a vida pautada pelo amor que vem do Seu coração de Pai misericordioso e amável.

Vislumbrando o chamado universal de Deus à vida, Ele chama a pessoa humana para que se torne participante de Sua própria vida a partir do princípio do amor. Um chamado para amar como Ele amou a humanidade e a cada pessoa em particular na pessoa de JESUS CRISTO. Jesus Cristo pela encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição revelou o grande amor de Deus. Esta é a grande mensagem que encontramos na Sagrada Escritura, principalmente nos Evangelhos. Jesus viveu e revelou o verdadeiro amor que predispõe à experiência de oração, que gera e nutre vínculos afetivos, que acolhe e assume fragilidades, que demonstra a capacidade de discernimento para as diferentes escolhas, entende, é paciente, aponta para o coração de Deus onde se encontra a fonte do Amor, refaz o coração, surpreende e envia.

Portanto, sentir, ouvir e responder ao chamado de Deus é deixar-se mover pelo amor. Este é o convite que Deus faz para que cada pessoa possa assumir o desafio de ser Igreja numa resposta criativa, dinâmica e fiel ao projeto de Jesus. Toda a pessoa é chamada a ser discípulo e discípula de Jesus, anunciando, pelo testemunho de vida e pela evangelização, a Boa Nova do Reino. Ouvir o chamado e responder significa uma experiência que acontece na intimidade e na familiaridade com Jesus Cristo, uma experiência com princípio e fundamento no amor que vem do coração de Deus.



Bibliografia

SOUBIAS, Hervé. Como discernir sua vocação, São Paulo: Paulinas, 1999

LIBANIO, J.B. Para onde vai a juventude. Introdução, São Paulo: Paulus, 2011

SIDEGUM, Pius T. Configurar-se com Cristo, Porto alegre: Nova Prova, 2005.

terça-feira, 17 de abril de 2012

PASSOS PARA SER IRMÃ DE SÃO JOSÉ

A caminhada para ser Irmã de São José é processo individual com acompanhamento, em vista do crescimento pessoal.

O primeiro passo é manifestar a vontade de ser acompanhada e de fazer caminho.

O processo inicia-se com encontros entre a jovem e uma irmã, ou outra pessoa que orienta a caminhada. Estes encontros acontecem em visitas da irmã para a jovem e família, e da jovem em uma comunidade das irmãs, ou ainda podem acontecer em outro ambiente que seja favorável em vista de distâncias ou circunstâncias.

A jovem, também, faz a experiência do “Vinde e vede”. Convive alguns dias, semana ou mês com as irmãs de uma comunidade, começando a conhecer a vida e jeito de viver das irmãs.

Todo processo é feito com a ajuda de alguns instrumentos de apoio como: orientações de reflexão, oração, sugestões de leituras, vídeos...

Outro passo é o “Aspirantado”. Tempo em que morando numa comunidade (casa) das Irmãs de São José faz parte de um grupo de jovens que caminha em conjunto, mas cada uma busca perceber seu próprio caminho. Este tempo é orientado por uma das irmãs da comunidade. O tempo varia conforme o processo pessoal de cada jovem.

O próximo passo é o “Postulantado”, tempo de aprofundar a escolha/chamado e conhecer mais Jesus Cristo e a Congregação.  Este período também varia conforme o processo pessoal de cada jovem.

Aí vem o “Noviciado”, tempo de aprofundar o contato com o Senhor. A noviça é orientada para tempo maior de oração, conhecer melhor o carisma e espiritualidade da Congregação e já é chamada de irmã.

Ao final do Noviciado a Irmã faz a primeira consagração.

Estes passos conduzem a pessoa ao discernimento da vocação e ela poderá dar a resposta conforme o chamado que Deus lhe faz.

Você quer saber mais? Faça contato com as irmãs: Divina, Edilse ou Enedina pelo e-mail
savi@ijsbrasil.com.br

Equipe de SAVI CSJ

segunda-feira, 12 de março de 2012

SER IRMÃ DE SÃO JOSÉ - Parte 2


 
Pai, que todos sejam um...
 (Jo 17,22)

                                                                                   
Hoje, responder ao Projeto de Comunhão, como Irmã de São José, desafia a:
Ouvir o chamado de um Deus que ama e deseja a unidade de seu povo!
Construir “pontes” de amor, de amizade, de bem querer!
Ouvir o clamor do povo que busca valores de vida!
Viver na itinerância, como Abraão: “sai de tua terra...”
Caminhar, como Moisés, para além da planície, subir a montanha... (Ex 3,1-15) e buscar a intimidade com o Pai!
Ser Irmã de São José é ter os pés no chão (ver a realidade) e os olhos fitos em Jesus (intimidade com ele)!
É ter a leveza de espírito que faz amar a vida, o bem e o belo.
É encantar-se pelo Reino, empenhar-se para que haja fraternidade, harmonia com o “querido próximo”, com a natureza e todos os seres criados.
Ser Irmã de São José é lutar para criar um mundo de “comunhão”, a exemplo da Trindade, de Jesus, Maria e José, “onde todos sejam um!”: partilhar a vida, o pão, o conhecimento... Tudo o que é e possui...!
Ser Irmã de São José é semear a reconciliação e a misericórdia de Deus-Amor!
É mergulhar no grande sonho de Padre Jean Pierre Médaille e torná-lo realidade num mundo globalizado e, ao mesmo tempo, liquefeito, para que haja vida e vida em plenitude!
  
                                                   Passo Fundo, março de 2012.
                                                                           
                                                                 Ir. Leni Menegat, ISJ



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

SER IRMÃ DE SÃO JOSÉ

Por Ir. Leni Menegat, ISJ


Pai, que todos sejam um! (Jo 17,22)


Padre Jean Pierre Médaille, jesuíta, fundador das Irmãs de São José (ISJ), nasceu na França em 1610. Pessoa de rara inteligência, desde jovem busca encontrar na Companhia de Jesus um caminho que o leve a “ser todo de Deus e todo do querido próximo!” Em sua curta trajetória terrena, fez caminho, deixou marcas e, sobretudo, soube ver as necessidades de seu tempo de pós-guerra e buscou alternativas para dar respostas significativas, atuais e transformadoras.


Contemplando Jesus na Eucaristia, intuiu o “Projeto de Comunhão”! Isto é, ele agregou pessoas dispostas a seguir Jesus Cristo, simples, humilde, pobre e obediente, como ele viveu na Encarnação e na Eucaristia. Assim, a espiritualidade das Irmãs de São José nasce dos mistérios da Trindade, Encarnação e Eucaristia, procurando viver as atitudes de Jesus, Maria e José. O Pequeno Projeto, sonhado e proposto por Padre Médaille nasceu, cresceu e se espallhou pelo universo, lá onde a presença da Irmã de São José se faz necessária para que haja vida e vida em plenitude.


Que tal?
Vocação???
PADRE POR QUÊ E PARA QUÊ?
Família: Santuário do Amor

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Família: Santuário do Amor

Por Erico e Hélia Toniazzo

O matrimônio é uma doação total um ao outro e a Deus. Somos chamados a construir uma família Cristã fundamentada nos valores de acordo com o Projeto de Jesus Cristo.

Hoje, os contra valores infiltraram-se no relacionamento familiar, minimizando o “dom de ser família” e dessa forma usando-a para destruir, eliminar e desconcertar o convívio familiar.

A missão do casal é conduzir a família no caminho da santidade. Santidade esta entendida como amor fraterno, solidariedade, partilha, honestidade, promoção da vida e participação ativa na sociedade.


Lembramos também que o Sacramento do Matrimônio é a fonte de todas as vocações, por isso a responsabilidade da família em proporcionar aos filhos, vocacionados, uma educação baseada em princípios éticos e de acordo com a proposta de Jesus.

A família é chamada e enviada a dar testemunho de vida, união e dialogo a serviço da evangelização. Cultivar os valores cristãos, proporcionando aos filhos meios para escutar e discernir o chamado de Deus, bem como ser um sinal iluminado do amor e da presença de Jesus Cristo na humanidade.

Busquemos na Família de Nazaré a inspiração para a vivência do amor repartido e comprometido com a vida!


ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS AMÉM!
ABENÇOA SENHOR A MINHA E A SUA TAMBÉM!

Que tal?

Vocação???


PADRE POR QUÊ E PARA QUÊ?


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PADRE POR QUÊ E PARA QUÊ?

FAZ SENTIDO SER PADRE HOJE

Pe. Osmar Coppi - pocoppi@yahoo.com.br e oscoppi@hotmail.com

Ser padre é um jeito de servir. Uma maneira de viver o Batismo na comunidade cristã e no mundo.
É uma vocação, um chamado de Deus e resposta livre e consciente da pessoa humana.

Ser padre não é uma tarefa que alguém assume procurando auto-promoção, status ou poder.
É escolha de Deus. Requer preparação e todo um caminho de discernimento e opções, em vista do Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo.

O sacerdócio é comunitário. Ser padre é, essencialmente, ser presença que indica e ajuda a celebrar a dimensão espiritual da pessoa humana. Não é um “fazer religioso”, mas ser um sinal de Deus nas comunidades e mundo.


O padre é alguém que vive e partilha sua vida e missão para ajudar as pessoas a discernir valores, partilhar esperanças, cultivar práticas libertadoras e semear sentidos no coração da humanidade.


Diante de um mundo que exclui, gera individualismos, fechamento, exuberâncias e grandezas materiais, o padre indica o sentido e horizonte da vida que Jesus revelou em sua passagem pelo nosso planeta. O padre prima pela simplicidade. É sinal que mostra e defende a grandeza da vida humana e de toda a natureza. Ele se faz próximo de todos, especialmente dos pequenos, sofredores e excluídos. Ele aponta sempre para o Absoluto, o Deus da vida presente em nossa história. Ser padre é desejar aprender sempre mais a partir da missão que realiza e do diálogo com as pessoas e realidades. Não basta estudar e saber qual é a missão do padre. Doutrinas são frias, formais e, muitas vezes, meramente legais. Ser padre é acolher e isso nos coloca numa atitude de aprendizado constante.

Ser padre para estimular o povo à gratuidade, à solidariedade, à oração e celebração da vida e esperanças, à meditação, à partilha e a viver no espírito das Bem-Aventuranças. Padre para evidenciar a dimensão de comunhão, fraternidade, alegria e cuidado da vida.

Ser padre é viver a utopia do Reino de Deus: paz, justiça, alimentos, terra, ... vida para todos.

O verdadeiro sacerdócio não está no jeito burocrático e formal de viver a vida e a missão. Acho que esse tipo de padre está “sobrando” em nossa Igreja. O padre humano e espiritual, sacerdote segundo o coração de Jesus Cristo,é presença espiritual. Desse tipo há um bom número. Esses padres fazem a diferença. É possível perceber seus sinais, sua profecia. Eles amam e se deixam amar.

Ser padre, também, para superar e quebrar paradigmas e indicar o novo, as possibilidades de serviço sem autoritarismos, mas na simplicidade e alegria de quem se sente chamado a doar a vida como Jesus nos testemunhou.

Padre é alguém que aprende a olhar as pessoas de frente e acolhe-las com afeto espiritual.

Esse jeito de ser padre faz sentido sempre.


Que tal?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vocação???


Ir. Iraci de Fátima Cirino dos Santos[1]

A palavra vocação, na sua origem possui significado muito profundo e abrangente, e para entender e refletir sobre o seu conceito, a sua definição, primeiramente faz-se necessário compreender que a afirmação do que é vocação, limita o significado em si mesmo. Portanto o verbo “é”, neste caso limita a abrangência de uma palavra que, mais do que nunca, significa um processo abrangente e contínuo, pois trata-se de uma relação com a vida e a vida não se resume em algo estático.

Vocação vem do latim vocatio, “um chamamento”, de vocatus, “pessoa chamada”, de vocare “chamar”, de vox “voz, som, chamado, grito, fala”. Portanto, vocação é um chamado. Percebe-se que vocação relaciona-se com uma realidade que contextualiza o chamado, dirige-se a alguém que é chamado.  E, se alguém é chamado alguém chama.

A vocação está relacionado a uma origem que nem sempre se tem consciência dela que é Deus. O chamado de Deus é universal. Em Deus existe toda a vida planetária. Deus chama para a vida. Deus é vida, Deus e a vida, e Ele chama a criação para partilhar este mistério e chama a pessoa humana para que se torne participante de Sua própria vida.

 Em todo o ser criado é vivificado pela seiva da vida de Deus. E, de modo particular o ser humano constata: eu sou chamado à vida, eu existo porque alguém o deseja, porque sou querido e amado. Em Deus encontra-se a vocação comum que é viver e encontra seu fundamento principal na fé e no amor. O ser humano criado por aquele que é a vida, é chamado para amar como aquele que o chamou. Trata-se de um chamado para o amor.

Para chamar ao amor Deus emite a sua voz, o seu som, o seu grito, a sua  fala. Portanto é preciso reconhecer onde estão as manifestações do chamado de Deus hoje. Ao criar a pessoa humana para o amor, Deus a concede que se torne como ele é, chama para a santidade que é a vocação universal de toda a humanidade, ou seja, dá-lhe a capacidade de amar, de fazer o bem, de buscar forças na Fonte que é nEle mesmo. Portanto, vocação é o chamado de Deus à vida e ao amor para viver e amar.

Bibliografia
SIDGUM, Pius. Configurar-se com Cristo. P. 71. Porto alegre, Nova Prova, 2005.
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Soubias Hervé. Como discernir sua vocação. São Paulo. Paulinas 1999




[1] Irmã da Congregação de São José. Província de Lagoa Vermelha/RS